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História


Reconhecimento da Independência Argentina por Portugal


No dia 16 de Abril de 1821, D. João VI, soberano do Reino de Portugal e do Brasil reconheceu a Independência das Províncias Unidas do Rio da Prata, numa nota enviada a Don Martín Rodriguez, Governador e Capitão-Geral da Província de Buenos Aires, cargo que tinha sido assumido por este em 1820. Portugal foi assim o primeiro país a reconhecer a independência do que viria a ser a Argentina.

A nota de reconhecimento emitida no Rio de Janeiro, foi entregue no dia 28 de Julho de 1821, por João Manuel de Figueiredo ao Ministro Bernardino  Rivadavia, convertendo-se assim no primeiro representante de Portugal na Argentina.

João Manuel de Figueiredo, natural de Vila Real de Trás-os-Montes, depois de ter passado pelo Rio de Janeiro, estabeleceu-se como comerciante em Buenos Aires nos princípios do século XIX. Cavaleiro da Ordem de Cristo, casou-se em segundas núpcias com Dona Maria Josefa Romero de Riquelme y Funes.

Como reconhecimento e através de um amável gesto da Nação Argentina, João Manuel de Figueiredo, foi sepultado no Panteão do Convento de "Santo Domingo".

Neste contexto diplomático será também de recordar que a República Argentina foi uma das primeiras nações a reconhecer a implantação da República em Portugal.



Personagens 

Professor António Aniceto Monteiro (1907 - 1980)
António Monteiro (1934)
Cristiano Júnior (1832 - 1902) (texto em castelhano monografias.com)
Regina Pacini (1871 -1965) (texto em castelhano monografias.com)
Luís Gowland Moreno (1902 - 1971) (texto em castelhano monografias.com)





O Professor António Aniceto Monteiro foi um dos maiores matemáticos portugueses. Exilado, pelo regime salazarista, no Brasil e depois na Argentina, contribuiu de forma extraordinária para o desenvolvimento da matemática naqueles países.

Em Fevereiro de 1945, embarca para o Rio de Janeiro para leccionar na Faculdade nacional de Filosofia, cargo para o qual foi recomendado por nomes como Albert Einstein, John von Neumann e Guido Beck.

Em 1949, parte para a Argentina. Primeiro trabalha na Universidade de Cuyo, onde co-funda o Departamento de Investigações Cientificas e o Instituto de Matemática que foi reconhecido como o centro matemático mais importante argentino àquela época.

Em 1957, o Professor Monteiro fixa-se definitivamente na Universidade do Sul, em Bahia Blanca, onde cria a biblioteca que hoje tem o seu nome e que continua a ser uma das melhores da América Latina na área da Matemática.

Por ironia da História, em 1976, em plena ditadura militar argentina, foi vetada a entrada ao Matemático Português na Universidade.

Já com a saúde debilitada, regressa ao Portugal democrático em 1977. No entanto tem a Argentina no seu coração e volta a este país em 1979, onde virá a morrer um ano mais tarde.


para saber mais, consulte aqui  o blog oficial da fotobiografia do Professor António Aniceto Monteiro. 





O pintor António Monteiro nasceu em Lisboa a 8 de Fevereiro de 1934. Desde 1956 reside na cidade argentina de Córdoba. Em 1976 adquiriu a nacionalidade Argentina.

Iniciou-se na pintura com Viera da Silva e Arpad Szenes, quando vivia no Rio de Janeiro. Completou a sua formação na Escola de Artes da Universidade de Córdoba, com o grau de Professor Superior de Desenho e Pintura. Actualmente é professor Titular na dita escola.

Participou em 320 exposições colectivas e realizou 48 exposições individuais, obtendo 36 prémios em salões de pintura. Representou a Argentina na Bienal do México.